Paradigma


O que você precisa saber?

O que é um processo psicoterapêutico?

É um processo, conduzido por especialista, no qual ampliamos a consciência que temos de nós mesmos, aprendendo com os sintomas, com nossa linguagem simbólica e nos desenvolvendo como seres integrais. Transforma o caos em foco / centro.

Leva o cliente a encontrar dentro de si mesmo a melhor expressão para seus ideais e objetivos de vida.

A interpretação dos sonhos

"Os sonhos algumas vezes podem revelar certas situações muito antes delas realmente acontecerem".
C. G. Jung - Entrevistas e Encontros - Editora Cultrix

O interesse pelos sonhos nos reporta aos tempos remotos da civilização. Há várias interpretações diferentes ao longo do tempo, de povos diferentes e também, de diferentes estudiosos.

Recentes pesquisas mostram que sonhamos por, no mínimo, duas horas por noite e que, o sonho é necessário ao nosso equilíbrio biológico e mental. Mesmo que não nos lembremos dos sonhos, sonhamos diariamente.

Somente nosso consciente dorme e, o conteúdo dos sonhos é maior do que possamos lembrar. Para chegar ao consciente, o conteúdo passa por um processo de censura e elaboração, que permite esvaziar emoções e manter o equilíbrio psíquico.

Para Jung, o sonho é a auto-representação, espontânea e simbólica, da situação atual do inconsciente. O sonho é, então, uma auto-descrição do processo de vida psíquica do indivíduo.

No método de análise de sonhos Junguiana se estabelece uma relação de cada momento do sonho com a pessoa.

Nossos sonhos nos mostram como estamos, onde estamos e para onde devemos ir.

Na psicoterapia a interpretação dos sonhos leva o paciente a perceber o simbolismo, conhecendo sua realidade interna como ela realmente é, integrando o que Jung denominou de sombra (aquilo que é jogado na "escuridão") pelo que se encontra na "claridade" da "consciência".

Todos nós podemos encontrar a verdade dos nossos sonhos a medida que nos conhecemos integralmente, o que exige uma conexão mais íntima conosco e mais auto-observação e auto-escuta.

Abaixo mostramos algumas interpretações das simbologias de sonhos à luz da análise junguiana:

  • Vaso: útero, receptividade.
  • Formigas: impulsos construtivos que nos mostram o caminho a seguir.
  • Leões vorazes: frustrações da realização de desejos profundos que causam depressão.
  • Bosque escuro: o desconhecido, o inconsciente.
  • Corça: representa a feminilidade tímida, inocência.
  • Morte: sonhos de transformação da imagem do ego.
  • Cavalos selvagens: impulsos instintivos incontroláveis.
 

Psicologia Transpessoal

A palavra transpessoal foi criada por Stanislav Grof para caracterizar os fenômenos e experiências que vão além do ego e transcendem os limites do espaço e do tempo.

Foi Jung o primeiro a considerar a importância da dimensão espiritual, porém a Psicologia Transpessoal surgiu no final dos anos 60 com Abraham Maslow, James Fadiman, Stanislav Grof, entre outros. Jung já estava convencido de que a causalidade linear não era o único princípio mandatório na natureza. Criou o termo SINCRONICIDADE, para designar um principio de ligação entre eventos de forma não-casual, o que explicaria as chamadas coincidências significativas de eventos separados pelo tempo/espaço.

Dentro da linha psicoterápica que trabalhamos enfocamos a corrente da psicologia transpessoal que se fundamenta nas teorias do inconsciente individual e coletivo, considerando o simbolismo dos sonhos, a interação verbal e a utilização da técnica de regressão pelo seu conteúdo simbólico, sem classificá-lo segundo seu tempo linear.

Por ser ainda "jovem" a psicologia transpessoal não tem confirmação científica e, por enquanto, não tem aval da psicologia tradicional.

Depressão: o mal do século

"Os místicos são pessoas que tem uma experiência particularmente vívida dos processos do inconsciente coletivo. A experiência mística é a experiência dos arquétipos".
C. G. Jung

A depressão se desenvolve quando não conseguimos achar soluções para algum conflito, Nos sentindo impotentes frente a essa situação, ficamos inertes, abandonando desejos, metas, ideais, sonhos. Passamos a reprimir emoções, a ficarmos tristes sem saber a razão, a fechar-nos para os outros e a apresentar distúrbios de sono, de alimentação, etc.

As pessoas depressivas sofrem sentimento de culpa excessivo, julgam-se indignos de que algo de bom lhes aconteça.

Há momentos depressivos, como uma reação natural da personalidade em momentos de perda, momentos transitórios, essa é a depressão transformática, segundo Jung. Quando se transforma em distúrbios temos:

  • A depressão simples: onde a pessoa não aceita esse estado e tenta expulsá-lo.
  • A depressão melancólica: sentimento difuso e esmagador de autocensura, desamparo e autodepreciação.